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Amanheceu

Na mochila, o peso das tristezas E dos meus lamentos. Amanhecia E era preciso recomeçar, Talvez chorar para lavar a alma, Talvez fingir que esqueci Que a vida era apenas virar a esquina E tudo estaria bem novamente... Amanhecia e o tempo não espera ... Fim da estrada, fim das ilusões, fim de nós dois! Mas é preciso prosseguir ou ficar para trás! Amanhecia e sentia o fim... Até que uma nova luz despontou no horizonte ... Era a luz da minha esperança Que veio anunciar o recomeço. Amanhecia e eu recomeçava ! Mas não recomeçava só, Tinha, agora, você ao meu lado! Calada e sabendo das minhas dores, Você estava ali... Vinha junto com o novo amanhecer, Me ajudando a catar os cacos de mim mesmo, Esperando que meu sorriso voltasse a acontecer , Desejando que eu acordasse Para ser somente seu...
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mil palavras... e silêncio

As vezes as palavras são desnecessárias.
Somente basta olhar, tocar, deixar sentir,
o calor gostoso, a brisa fresca, a paisagem...
Como a brisa ela foi caricia suave
e eu beijo o calor de uma tarde morna,
seus encantos de mulher desejada:
Profundo e fascinante mar, a guardar segredos
quando em seu amor a encontar tesouros submersos,
até o sol recostar-se, adormecido, no dorso de suas águas
como um amante exalrido em prazeres.
Sei; as vezes as palavras são desnecessárias:
é quando a olho nos olhos, é quando seus olhos me acham
e a amo, e me perco
e o mundo aquieta-se em suspenso
como aves a planar no horizonte
girando, brincando entre o poente e o mar
mergulhados em imensidão, reflexos e espuma,
bailando uma antiga canção, perdida,
sonha-se talvez, um devaneio, um ruído do vento
E mais ainda sei que a amo
e sabes que a amo, mesmo sem palavras,
por tantas mil palavras... e silêncio.
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Noturno

Ela está a dormir, assim a vejo ( no ar )
ela esta a sonhar, eu desejo... a desejo
Nesta nuvem noturna, ela repousa, criança,
ela balança e a cama é barco a deriva,
e a poesia é meu guia nesta noite
em que ela adormece, sem mim.
Ela vira de lado e o cabelo se espalma
seu aroma se exala e se espalha nos lençóis
suas curvas, se mostram, seu corpo
em detalhes e siluetas, seu ofegar.
Nós dois estamos a sonhar, eu, acordado.
Em breve ( quem sabe ) estarei com ela e dormirei também
para sonhar com seu sonho
deseja-la em seu desejo... melhor´
e só então poderei dormir
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Aguas

Poema tirado do livro:
" Até as águias precisam de um empurrão"

Tire um tempo para trabalhar
Este é o preço do sucesso.

Tire um tempo para brincar.

Este é o segredo da eterna juventude.

Tire um tempo para ler;
Esta é a fonte da sabedoria.

Tire um tempo para ser amigo.

Esta é a estrada para a felicidade.

Tire um tempo para amar e ser amada.

Este é o alimento da alma.

Tire um tempo para compartilhar.

A vida é muito curta para ser egoista.

Tire um tempo para rir.

Esta é a música do coração.

Tire um tempo para sonhar.

Esta é a carona para uma estrela.
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Agenda

O SORRISO...
é o cartão de visita das pessoas saudáveis.
Distribua-o gentilmente.

O DIÁLOGO...
é a ponte que liga as duas margens, do eu à do tu.
Transmite-o bastante.

O AMOR...
é a melhor música na partitura da vida.
Sem ele, você será um eterno desafinado.

A BONDADE...
é a flor mais atraente do jardim de um coração bem cultivado.
Plante estas flores.

A ALEGRIA...
é o perfume gratificante, fruto do dever cumprido.
Esbanje-o, o mundo precisa dele.

A PAZ DA CONSCIÊNCIA...
é o melhor travesseiro para o sono da tranqüilidade.
Viva em paz consigo mesmo.

A FÉ...
é a bússola certa para os navios errantes, incertos, buscando as praias da eternidade.
Utilize-a.

A ESPERANÇA...
é o vento bom enfunando as velas do nosso barco.
Chame-o para dentro do seu cotidiano.
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Afrodite

É que estou triste, logo não mais sorriu.
E por ter sido atingido como outrora fui,
Senti o perigo, tornando sólidas brisas antigas.
E se felicidade não mais inspiro ou expiro .
É por ter acabado o último fio de lembrança dos momentos tenros.
E terem se alastrado por corpo e mente
Todos os fracassos que permaneciam latentes.
Como fogo que se apaga ao consumir os últimos suspiros de oxigênio,
Deito-me nas ondas dos meus pensamentos,
Embalado por soluços e lágrimas
Vejo, a grandiosa fonte de calor se extinguir e ressuscitar,
Em angustiante espera pelo que não me pode revelar.
Como um olho de vidro, percebo tudo com indiferença
E aqueles que me cercam e se apegam acabam se ferindo,
Pois, vida no seio de um amigo não mais encontram.
E como criminoso por crime não definido
Procuro as respostas para tanta tormenta:
Amor onde perpendiculares se tocam
Ou culpa do fogo que não consegue queimar,
Água que não aprendeu a molhar, vento incapaz de soprar.
Castigado por melancolias, suspiro cúpido por tuas carícias
E o olhar despido de fantasias enche-se de esperanças
Em se tornar o cupido de quem nunca demonstrou por
Mim o conhecimento de Afrodite.
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A bailarina

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Não conhece
nem dó nem ré
mas sabe ficar
na ponta do pé.

Não conhece
nem mi nem fá
mas inclina o corpo
para cá e para lá.

Não conhece
nem lá e nem si,
mas fecha os
olhos e sorri.

Roda, roda, roda com
os bracinhos ao ar
e não fica tonta
nem sai do lugar.

Põe no cabelo
uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece
todas as danças,
e também quer
dormir como as outras
crianças.
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